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Festival Eurosonic, uma porta internacional que se abre para a música portuguesa

O festival Eurosonic Noorderslag, que começa na quarta-feira em Groningen, na Holanda, poderá ser uma porta de entrada da música portuguesa em novos territórios, aproveitando que Portugal é país convidado desta edição

Lisboa, 10 jan (Lusa) – O festival Eurosonic Noorderslag, que começa na quarta-feira em Groningen, na Holanda, poderá ser uma porta de entrada da música portuguesa em novos territórios, aproveitando que Portugal é país convidado desta edição.


Em Groningen vão estar mais de 20 músicos e bandas portuguesas, e algumas dezenas de promotores, editores e outros agentes do setor, com vista a uma maior divulgação internacional da música portuguesa, ou seja, que se traduza em mais concertos fora de portas e distribuição discográfica internacional.


Por ser o país em foco nesta edição, o Eurosonic contará durante esta semana com atuações de nomes como :papercutz, DJ Ride, Best Youth, DJ Firmeza, Gisela João, Glockenwise, Memória de Peixe, noiserv, Octa Push, Rodrigo Leão e The Gift.


“Portugal tem uma cena emergente e muito viva”, disse à agência Lusa o diretor de programação do Eurosonic, Robert Meijerink, responsável pela seleção dos artistas portugueses convidados.


“Se se mergulhar nesta lista, percebe-se que é diversificada, tem qualidade e é uma grande oportunidade de promoção para Portugal e, espero eu, para os artistas e para os que estão por detrás deles”, sublinhou.


Os artistas portugueses vão atuar para uma plateia maioritariamente composta por profissionais do setor, promotores de festivais, empresas de agenciamento, editores discográficos, por isso Robert Meijerink sugere: “Deem um grande concerto e mostrem o que são e o que têm”.


“O Eurosonic não é o final de uma carreira, esperamos que seja um novo começo para os artistas que tocam lá, que abra portas ou novos territórios onde possam tocar”, disse.


Para Portugal, a presença pela primeira vez de uma comitiva alargada de artistas portugueses neste evento pode significar uma mudança na forma como a música nacional chega a outras paragens, afirmou à agência Lusa Nuno Saraiva, responsável da plataforma Why Portugal.


“Vamos conseguir atualizar a imagem de Portugal perante 4.500 profissionais de todos os festivais de topo na Europa e até de fora dela. Vai ser um momento onde vamos encetar uma nova era de conhecimento desses programadores do que é o nosso panorama atual de nova música portuguesa”, sublinhou.


De acordo com a organização, o Eurosonic já está esgotado – lotando os 42.100 lugares de capacidade para o evento -, e estão previstos, no total, 345 concertos em 42 salas e espaços de toda a cidade holandesa.


Estarão presentes 425 jornalistas, 37 estações de rádio – entre as quais a estação pública Antena 3, que transmitirá os concertos dos artistas portugueses – e representantes de 424 festivais.


Além dos concertos, no Eurosonic estará presente um espaço que funcionará como ponto de encontro potenciador de negócios, numa parceria entre a Why Portugal e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).


Estão previstos ainda dois debates sobre o setor da música portuguesa, com a presença, entre outros, de Pedro Coquenão (Batida), Márcio Laranjeira (Lovers & Lollypops) e José Eduardo Martins (Ritmos).



SS // TDI


Lusa/fim


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