Farmacêutica apoia aplicação de nanopartículas magnéticas no diagnóstico da sida

Farmacêutica apoia aplicação de nanopartículas magnéticas no diagnóstico da sida

O uso de nanopartículas magnéticas para diagnóstico da sida e da tuberculose é um dos projetos científicos distinguidos pelo programa Gilead Génese 2017, financiado na totalidade em 300 mil euros pela farmacêutica Gilead Sciences, foi divulgado.

Lisboa, 07 mai (Lusa) – O uso de nanopartículas magnéticas para diagnóstico da sida e da tuberculose é um dos projetos científicos distinguidos pelo programa Gilead Génese 2017, financiado na totalidade em 300 mil euros pela farmacêutica Gilead Sciences, foi hoje divulgado.


Na edição de 2017, a farmacêutica subsidia dez projetos – seis científicos e quatro iniciativas comunitárias.


A entrega das bolsas, que contam com o alto patrocínio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, será feita na terça-feira, em Lisboa.


A equipa de Miguel Viveiros, especialista em microbiologia do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, propõe-se criar partículas magnéticas microscópicas (mini-ímans) que possam ‘capturar’ numa colheita de sangue o vírus VIH/sida e o bacilo da tuberculose.


A ideia é que este dispositivo possibilite que outros procedimentos de análise “tenham muito mais eficácia”, sobretudo em países subdesenvolvidos, onde “não há um laboratório sofisticado que permita colher a amostra do doente e processá-la” com os métodos de centrifugação ou concentração, refere uma nota explicativa da farmacêutica.


Um outro projeto científico, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, pretende testar o papel de uma proteína de controlo da imunidade, a PSGL-1, como alvo para o tratamento de linfomas (cancros do sangue). A proteína está presente tanto nas células imunitárias como nos tumores de linfomas.


Na prática, o investigador Nuno Santos vai aferir se a desativação da proteína pode impedir a propagação do linfoma e aumentar a eficácia das células imunitárias.


Os testes serão feitos com células tumorais humanas e de ratinhos e em modelos animais ‘in vivo’.


A lista de trabalhos científicos contemplados com uma bolsa Gilead Génese inclui o estudo de como “a variabilidade genética do vírus VIH-1 afeta, nas pessoas com sida, a resposta imune e a velocidade de progressão da doença”, para efeitos de descoberta de novos tratamentos (Universidade do Minho).


Uma das iniciativas comunitárias distinguidas visa promover, com uma equipa móvel, “o aconselhamento e a deteção precoce” de infeções pelos vírus da sida e das hepatites B e C na região do Algarve.


Noutra zona do país, nos concelhos de Loures e Odivelas, uma outra iniciativa, a cargo da Liga Portuguesa Contra a Sida, destina-se a apoiar, em colaboração com os centros de saúde, o diagnóstico e o tratamento da infeção pelo VIH e outras infeções sexualmente transmissíveis entre pessoas com idade igual ou superior a 50 anos.


Criado em 2013, o programa de bolsas Gilead Génese visa financiar a investigação e as boas práticas de acompanhamento de doentes, nas áreas dos linfomas, VIH/sida e hepatites B e C.



ER // JMR

By Impala News / Lusa


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