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Famílias com filhos reduziram despesas em 5 anos mas continuam a gastar mais 658 euros por mês

As famílias com filhos gastaram, em média, menos 74 euros em 2015 e 2016 do que há cinco anos, mas continuam a gastar mais de 600 euros por mês do que despendem os agregados sem crianças dependentes.

Lisboa, 19 dez (Lusa) – As famílias com filhos gastaram, em média, menos 74 euros em 2015 e 2016 do que há cinco anos, mas continuam a gastar mais de 600 euros por mês do que despendem os agregados sem crianças dependentes.


De acordo com os resultados provisórios do Inquérito às Despesas das Famílias 2015/2016, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a despesa média anual dos agregados familiares com crianças dependentes foi de 25.892 euros.


Há cinco anos, quando o INE divulgou o último Inquérito às Despesas das Famílias (com dados 2010/2011), os agregados com crianças dependentes gastavam 26.775 euros por ano.


Isto significa que as famílias com filhos conseguiram reduzir em quase 74 euros por mês (3,3%) face ao que gastavam em 2010/2011.


Já os agregados sem crianças viram as suas despesas anuais aumentarem 7,7%, de 16.705 euros para 17.997 euros, ou mais quase 108 euros por mês.


Estes números permitem concluir também que a diferença entre os agregados familiares sem e com filhos estreitou-se nos últimos cinco anos: em 2010/2011 as famílias com filhos gastavam mais 60% do que as sem crianças dependentes (cerca de 840 euros por mês); hoje gastam mais 44%, cerca de 658 euros por mês em média.


Segundo o INE, o padrão da despesa anual média difere nas duas tipologias familiares, mais significativamente nos gastos com habitação, ensino e transportes: as famílias sem crianças dependentes gastam mais em habitação (34,3%) do que as famílias com crianças (28,8%), e menos em ensino (0,7% contra 4,0%) e em transportes (13,5% face a 16,1%).


Referem-se ainda as diferenças ao nível dos gastos em saúde (6,6% nas famílias com crianças, 4,5% nas famílias sem crianças), em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (15% contra 13,7%) e em vestuário e calçado (2,8% contra 4%).


“O peso das despesas em saúde é relativamente mais elevado para as famílias sem crianças dependentes em que existe pelo menos um idoso, representando 9,3% no caso dos idosos que vivem sós e 8,2% no caso das famílias constituídas por dois ou mais adultos, em que pelo menos um deles é idoso”, refere ainda o INE.


É também para os idosos que vivem sós, acrescenta, que o peso relativo da despesa em habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis “é mais elevado, constituindo 41,5% das despesas desses agregados, em comparação com a média nacional de 31,8%”.


A despesa anual média das famílias aumentou 2,6% em 2015/16, face a 2010/2011, para 20.916 euros.



SP (ICO) // CSJ


Lusa/fim


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