Escola de Coimbra envolvida em estudos sobre saúde das populações após os incêndios

Escola de Coimbra envolvida em estudos sobre saúde das populações após os incêndios

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra juntou-se à Administração Regional de Saúde do Centro e ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge no estudo sobre a saúde das populações atingidas pelos incêndios de 2017.

Coimbra, 04 abr (Lusa) — A Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) juntou-se à Administração Regional de Saúde do Centro e ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge no estudo sobre a saúde das populações atingidas pelos incêndios de 2017.


Uma nota de imprensa da ESTeSC enviada hoje à agência Lusa especifica que o grupo desta instituição de ensino integra 41 elementos entre estudantes, docentes e não docentes e que o estudo engloba praticamente 30 concelhos.


“O protocolo de cooperação, assinado em fevereiro, prevê a colaboração de estudantes, docentes e não docentes da ESTeSC em dois projetos distintos: um estudo nos concelhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande; e outro a envolver 26 concelhos da região Centro. O projeto, coordenado pela Professora Cristina Santos, do Departamento de Saúde Ambiental da ESTeSC, abrange a participação de 41 elementos da ESTeSC”, lê-se na nota de imprensa.


Os grandes incêndios de 2017, o primeiro em Pedrógão Grande, em junho, e o segundo em grande parte da região Centro, em outubro, provocaram a morte a 115 pessoas, além de centenas de feridos, e a destruição de milhares de casas, empresas e de uma vasta área florestal.


“No primeiro estudo serão avaliados os efeitos a longo prazo dos incêndios na saúde de 330 indivíduos, previamente identificados. O programa prevê a aplicação de um inquérito (onde, entre outros, serão registados aspetos como o estado de saúde física/mental, a capacidade respiratória, os hábitos tabágicos e alimentares, e a preparação para emergências), a realização de provas respiratórias e de uma radiografia ao tórax. Esta avaliação será realizada em duas fases: a primeira em março/abril de 2018 e a segunda em outubro/novembro 2019”, sintetiza ainda a escola.


O segundo, ainda de acordo com a mesma informação, “pretende conhecer as opiniões e necessidades das populações na área da saúde mental”.


“Ao longo de duas semanas, serão realizados inquéritos a 75 indivíduos, residentes nos concelhos de Arganil, Castanheira de Pera, Carregal do Sal, Figueiró dos Vinhos, Góis, Gouveia, Lousã, Marinha Grande, Mira, Mortágua, Nelas, Oleiros, Oliveira de Frades, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Santa Comba Dão, Seia, Sertã, Tábua, Tondela, Vagos, Vila Nova de Poiares e Vouzela”, explica aquela informação.


A realização destes dois estudos por parte da Administração Regional de Saúde e do Instituto Nacional de Saúde decorre de uma resolução do Conselho de Ministros, em julho de 2017, que determinou a implementação de um plano estratégico de saúde pública para avaliar os efeitos dos incêndios na população.


O objetivo passa por adquirir conhecimentos que auxiliem a tomada de decisões em saúde, bem como minimizar os riscos de exposição das populações vulneráveis.


“Para a ESTeSC, assume particular relevância a participação de docentes, não docentes e gabinete de apoio ao estudante na valência de psicologia neste estudo, enquadrado nas várias valências do ensino em saúde exercidas”, conclui a nota de imprensa.



SSS // MLS

By Impala News / Lusa


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