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Epidemia de cólera em Angola já afetou 150 pessoas em Luanda, Cabinda e Zaire

A epidemia de cólera em Angola já afetou 150 pessoas nas províncias de Luanda, Cabinda e Zaire, provocando uma dezena de mortos, o que levou o Governo a aprovar um plano para tentar travar a propagação da doença.

Luanda, 24 jan (Lusa) – A epidemia de cólera em Angola já afetou 150 pessoas nas províncias de Luanda, Cabinda e Zaire, provocando uma dezena de mortos, o que levou o Governo a aprovar um plano para tentar travar a propagação da doença.


A informação foi prestada hoje pelo ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, no final da primeira reunião ordinária da comissão para a política social do Conselho de Ministros, realizada em Luanda sob orientação do vice-Presidente da República, Manuel Vicente.


“No total temos 150 casos e cerca de 10 óbitos. A maior parte dos casos vêm da província do Zaire, município do Soyo, onde começou a epidemia”, disse o ministro aos jornalistas.


Luís Gomes Sambo explicou que a “epidemia de cólera que o país enfrenta”, naquelas três províncias, foi analisada nesta reunião governamental.


Do plano para travar a propagação da doença consta o tratamento da água potável, o reforço da recolha do lixo, a informação e educação das comunidades, formação de pessoal, a organização e mobilização de serviços clínicos, bem como o aprovisionamento de meios médicos e medicamentos e a biossegurança nas unidades sanitárias.


Só no município do Soyo, no extremo norte de Angola, registaram-se desde dezembro mais de uma centena de casos suspeitos de cólera. Nesse sentido, em termos locais, foi já adjudicada a empreitada de construção de um novo sistema de abastecimento de água potável naquela cidade e a mobilização de recursos financeiros para a contratação de empreitadas para a construção de outros pequenos sistemas de fornecimento.


A mesma reunião da comissão para a política social do Conselho de Ministros analisou a proposta de um plano de contingência para a prevenção e controlo do vírus Zika, cujo mosquito é transmissor de outras doenças, como a febre-amarela ou a malária, epidemias que afetaram igualmente o país, com milhares de casos, em 2016.


No caso do Zika, Angola detetou dois casos, confirmados laboratorialmente nos últimos dois meses, pretendendo o Governo reforçar as ações de controlo vetorial, assegurando o diagnóstico e o tratamento.


“Estamos neste momento a fazer estudos e investigações epidemiológicas e laboratoriais para conhecermos a verdadeira magnitude do problema. Pensamos que o vírus do Zika já circula no nosso país e precisamos de conhecer melhor a situação e tomar as medidas de prevenção de imediato”, acrescentou o ministro da Saúde.



PVJ // EL

By Impala News / Lusa


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