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“Ela” e “Frantz” dominam nomeações dos prémios de cinema César

Os filmes “Ela”, de Paul Verhoeven, e “Frantz”, de François Ozon, dominam as nomeações da edição deste ano dos prémios de cinema César, os Óscares franceses.

Paris, 25 jan (Lusa) — Os filmes “Ela”, de Paul Verhoeven, e “Frantz”, de François Ozon, dominam as nomeações da edição deste ano dos prémios de cinema César, os Óscares franceses, hoje anunciadas.


“Ela”, thriller protagonizado por Isabelle Huppert, e “Frantz”, drama sentimental passado na Primeira Guerra Mundial, contam com 11 nomeações cada, entre as quais de Melhor Filme e Melhor Realizador.


Na categoria de melhor filme dos prémios que são entregues a 24 de fevereiro, “Ela” e “Frantz” competem com “Divines”, de Houda Benyamina, “Agnus Dei — As Inocentes”, de Anne Fontaine, “Ma Loute”, de Bruno Dumont, “Um Instante de Amor”, de Nicole Garcia, e “Victoria”, de Justine Triet.


O papel em “Ela” já valeu a Isabelle Huppert o Globo de Ouro de Melhor Atriz num filme de drama e uma nomeação de Melhor Atriz nos Óscares, que serão entregues a 26 de fevereiro. Dois dias antes, 24, Isabelle Huppert compete na categoria de Melhor Atriz dos César, para a qual já foi selecionada 13 vezes e venceu uma.


Na categoria de Filme Estrangeiro há um filme brasileiro, “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, que compete com “O Exame” (Roménia), de Cristian Mungiu, “La Fille Inconnue” (Bélgica), dos irmão Dardenne, “Tão Só o Fim do Mundo” (Canadá), de Xavier Dolan, “Manchester by the sea” (EUA), de Kenneth Lonergan, “Eu, Daniel Blake” (Reino Unido), de Ken Loach, e “Toni Erdmann” (Alemanha), de Maren Ade.


O filme de Kleber Mendonça Filho, que competiu no ano passado em Cannes pela Palma de Ouro, centra-se nos problemas da pressão imobiliária no Brasil, personificados em Clara (interpretada por Sónia Braga), a última habitante de um pequeno edifício na praia da Boa Viagem, no Recife, que será demolido para dar lugar a uma torre de apartamentos.


O anúncio dos nomeados dos César surgiu um dia depois de o realizador franco-polaco Roman Polanski se ter recusado a presidir à cerimónia dos prémios, devido à polémica, que considera injustificada, lançada por associações feministas contra a sua nomeação.


Associações feministas lançaram uma petição, que já tem mais de 60.000 assinaturas, para afastar Polanski daquele cargo, lembrando que o realizador foi acusado em 1977 pela violação de uma adolescente de 13 anos na Califórnia.


As associações apelaram ainda, através das redes sociais, ao boicote à cerimónia dos César.



JRS (SO) // TDI

By Impala News / Lusa


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