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Doença de origem desconhecida afeta quase 2.000 pessoas em São Tomé e Príncipe

Uma doença de origem ainda desconhecida está a afetar São Tomé e Príncipe, tendo as autoridades sanitárias diagnosticado já 1.994 casos e quatro óbitos “associados à doença”, indicou fonte hospitalar.

São Tomé, 31 jan (Lusa) – Uma doença de origem ainda desconhecida está a afetar São Tomé e Príncipe, tendo as autoridades sanitárias diagnosticado já 1.994 casos e quatro óbitos “associados à doença”, indicou fonte hospitalar.


Os primeiros casos desta infeção foram diagnosticados nos últimos 10 meses.


A infeção ataca os membros inferiores e a esmagadora maioria das vítimas são homens.


“Coceiras, inchaço das pernas, pele avermelhada que depois se constitui em bolhas, dores intensas de membros inferiores, são os principais sintomas da doença, que deixa depois uma espécie de queimadura na pele e com corrimentos”, explica a diretora dos cuidados primários de saúde, Maria Tomé Palmer.


Há cerca de dois meses, o ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe pediu a ajuda das autoridades sanitárias portuguesas para tentar identificar a doença e encontrar uma cura.


Deslocou-se ao país o infecciologista Kamal Mansinho, da Unidade de Doenças Infecciosas do Hospital Egas Moniz.


O especialista português recomendou um tratamento, mas “o efeito revelou-se incapaz” de combater a doença e o número de casos esta aumentar.


Nessa altura, as autoridades falavam em mais de 640 casos e hoje já são 1.994 as pessoas infetadas.


As autoridades sanitárias do país mostram-se preocupadas e procuram agora uma segunda linha de tratamento eficaz para a doença, tendo recorrido à ajuda da Organização Mundial da Saúde (OMS), que enviou um especialista para o arquipélago.


Ghislain Sopoh, do Benim, disse hoje aos jornalistas que “ainda è prematuro” definir o tipo de patologia que está a afetar os são-tomenses.


Maria Tomé, diretora dos cuidados primários de Saúde de São Tomé e Príncipe, disse que uma das enfermarias do hospital Ayres de Menezes que foi reservada para acolher os doentes com esta doença “está repleta”, e os custos de internamento têm sido elevados, tendo em conta, o período demorado que as pacientes ficam no hospital para tratamento.


A médica garantiu que não há mortes diretas relacionadas com a doença em causa, mas explicou que pacientes com imunidades baixas com doenças associadas ao caso, nomeadamente a diabetes, não conseguem resistir e acabam por falecer.


A gravidade da situação levou o ministério da saúde a orientar a rádio e a televisão pública a emitir permanentemente anúncios a alertar a população sobre o risco da doença e os seus sintomas e os cuidados a ter.



MMYB // FPA

By Impala News / Lusa


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