Christiane Jatahy volta ao Teatro D. Maria II com

Christiane Jatahy volta ao Teatro D. Maria II com “E se elas fossem para Moscou?”

Uma obra de Tchekov foi o ponto de partida de Christiane Jatahy para “E se elas fossem para Moscou?”, a segunda peça da Artista na Cidade 2018, que sobe hoje ao palco do Teatro D. Maria II, em Lisboa.

Lisboa, 11 mai (Lusa) — Uma obra de Tchekov foi o ponto de partida de Christiane Jatahy para “E se elas fossem para Moscou?”, a segunda peça da Artista na Cidade 2018, que sobe hoje ao palco do Teatro D. Maria II, em Lisboa.


A partir de “As três irmãs”, de Tchekov, Christiane Jatahy questiona: “E se Moscou pudesse ser o que quiséssemos imaginar? E se fosse um rumo à mudança?”.


Christiane Jatahy transporta estas questões para o teatro e o cinema, desdobrando-as em pontos de vista múltiplos e criando interseções entre realidade e ficção, ator e personagem, passado e presente.


Porque a artista transporta sempre o teatro para a contemporaneidade, como afirmou em entrevista à Lusa quando foi apresentada como a artista na cidade convidada para a Bienal deste ano.


“E se elas fossem para Moscou?” regressa a Lisboa depois de, em 2016, ter sido apresentada no S. Luiz Teatro Municipal.


Da convidada para Artista na Cidade 2018, o público poderá ainda ver, no D. Maria II, “A floresta que anda”, de 18 a 20 de maio.


No dia 20, e ainda no D. Maria II, será lançado o livro “Fronteiras invisíveis: diálogos”, seguido de debate.


Entre os trabalhos de Christiane Jatahy, nascida no Rio de Janeiro, em 1968, destaca-se ainda “Ítaca – Nossa odisseia I”, o seu projeto mais recente que subirá ao palco do São Luiz, de 07 a 11 de junho.


Esta será a primeira parte de um díptico, inspirado na “Odisseia”, de Homero, que vai prosseguir em 2019, com um projeto sobre viagens, revelou Christiane Jatahy à agência Lusa.


Um projeto – disse – em que irá documentar “as verdadeiras odisseias, as verdadeiras travessias, levando a ficção para essas travessias diárias [de imigrantes e refugiados], e depois documentar a obra”.


Para elaborar a segunda parte do díptico, a criadora irá trabalhar sobre as viagens que se fazem “nos nossos dias em África, na Europa, no Brasil e nas suas fronteiras, assim como em toda a linha do Mediterrâneo”.


Christiane Jatahy sucede ao bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula, que foi Artista na Cidade de Lisboa em 2016. O dramaturgo e encenador britânico Tim Etchells, em 2014, e a coreógrafa belga Anne Teresa de Keersmaeker, em 2012, foram os anteriores convidados da bienal que junta diferentes


“E se elas fossem para Moscou?” pode ser vista hoje e sábado, às 19:00, e no domingo, às 16:00.


Com direção e adaptação de Christiane Jatahy — que também assina a adaptação e o guião do filme -, tem interpretação de Isabel Teixeira, Julia Bernat e Stella Rabello, enquanto no elenco de apoio no filme estão Paulo Camacho, Felipe Norkus e Thiago Katona.


A direção de fotografia e câmara ao vivo são de Paulo Camacho, o cenário de Marcelo Lipiani, o figurino de Antonio Medeiros e Tatiana Rodrigues e a direção musical de Domenico Lancelotti.



CP // TDI

By Impala News / Lusa


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