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Apuramento de resíduos perigosos em S. Pedro da Cova prolongado para 2017 – CCDR-N

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) anunciou que o apuramento exato das toneladas de resíduos perigosos depositados em São Pedro da Cova, Gondomar, deverá estar concluída até final do primeiro trimestre de 2017.

Gondomar, Porto, 24 dez (Lusa) – A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) anunciou hoje que o apuramento exato das toneladas de resíduos perigosos depositados em São Pedro da Cova, Gondomar, deverá estar concluída até final do primeiro trimestre de 2017.


Inicialmente tinha sido anunciado como prazo para conclusão deste procedimento o final deste ano, no entanto, em comunicado, a CCDR-N diz agora que “o conhecimento dos resultados finais da avaliação em curso ocorrerá após a realização da avaliação pelo LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil], pelo que se perspetiva que a mesma possa ser concluída até final do primeiro trimestre de 2017”.


“De notar que esta recalendarização em nada interferirá com o processo de resolução efetivo deste passivo ambiental, uma vez que decorrem a par com o procedimento de estabilização das condições de acesso ao Fundo Ambiental que o Ministério do Ambiente está a preparar e tem vindo a anunciar”, vinca a CCDR-N.


Em causa está um caso que remonta a 2001/2002 quando toneladas de resíduos industriais perigosos provenientes da Siderurgia Nacional foram depositados nas antigas minas de São Pedro da Cova, concelho de Gondomar.


Ao longo dos anos foi avançado que existiriam 88.000 toneladas de resíduos, mas o caderno de encargos do concurso público feito com vista à primeira remoção, que decorreu entre outubro de 2014 e maio de 2015, alude a 105.600 toneladas.


A 21 de abril do ano passado, após uma reunião que decorreu na CCDR-N foi confirmado que existem mais resíduos, pelo que se teria de avançar com uma “segunda fase de remoção”, e esta entidade iniciou a 29 de novembro a realização de sondagens para o apuramento exato da quantidade dos resíduos remanescentes, tratando-se de uma operação que decorre em três fases.


Conforme descreve o comunicado, primeiro é feita uma recolha de amostras no terreno, através de perfurações geotécnicas, seguindo-se uma análise laboratorial e, por último, uma avaliação final efetuada pelo LNEC, entidade acreditada em Portugal nesta matéria.


“O relatório técnico final sintetizará o acompanhamento dos trabalhos efetuados e apresentará resultados definitivos relativos aos quantitativos remanescentes e respetivas características físico-químicas”, explica a nota, acrescentando que “durante a primeira fase, verificou-se que as condições geológico-geotécnicas condicionaram os rendimentos de perfuração, em resultado da presença anormal de elementos metálicos e pedregosos”.


Esta situação motivou “cuidados especiais na operação de amostragem” e daí que a empresa responsável por este procedimento tenha solicitado à CCDR-N a prorrogação do prazo para a entrega dos dados recolhidos.



PYT // ZO


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