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Angola pede apoio de Portugal na formação científica e fundos da União Europeia

A ministra da Ciência e Tecnologia de Angola, Maria Cândida Teixeira, pediu hoje o apoio de Portugal na formação científica e capacitação das instituições angolanos, nomeadamente com a canalização de apoios financeiros da União Europeia.

Luanda, 31 jan (Lusa) – A ministra da Ciência e Tecnologia de Angola, Maria Cândida Teixeira, pediu hoje o apoio de Portugal na formação científica e capacitação das instituições angolanos, nomeadamente com a canalização de apoios financeiros da União Europeia.


A governante angolana falava acompanhada do homólogo português, Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, à margem da primeira edição do “Fórum Futuro”, que pretende mostrar os passos da investigação científica que estão a ser dados em Angola.


De acordo com Maria Cândida Teixeira, os dois países estão apostados na dinamização das relações nesta área e na definição de “projetos concretos”, bem como na captação de investimentos, públicos e privados, para parcerias de investigação científica.


“Mas necessitamos de apoio em programas de formação. Sem capital humano não se faz investigação científica”, reconheceu a governante angolana.


Num momento de crise nos dois países, Maria Cândida Teixeira admite que solução para o financiamento pode passar pela captação de fundos comunitários, através da parceria portuguesa.


“Nós temos uma grande vantagem. É que Portugal pertence à União Europeia e sabemos que há fundos da União Europeia disponíveis para a investigação científica através dos países europeus. Neste caso temos um parceiro bastante importante que será Portugal”, apontou.


O ministro Manuel Heitor, que iniciou na segunda-feira uma visita a Angola, recordou que 4.000 angolanos estão atualmente a estudar em Portugal e que o objetivo passa por reforçar esta relação, nos dois sentidos.


Para o efeito, foi já constituído um grupo de trabalho entre os dois governos, com vista a elaborar uma “agenda para os próximos 10 a 15 anos”, definindo os princípios do reforço da cooperação científica e formas de atrair “investimento público e privado” para os futuros projetos.


“Temos que ajudar a desenvolver a capacidade científica das instituições em Angola. E é essa relação bilateral que queremos alavancar e construir uma nova era nas relações com Angola, centrada no conhecimento”, enfatizou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior português.


Durante esta visita a Luanda, Manuel Heitor convidou Angola a participar na criação do Centro Internacional de Investigação para o Atlântico, a instalar nos Açores, um tipo de parceria a replicar posteriormente, numa relação, de apoio científico, “de longo prazo”.


“Queremos ter mais investigadores e mais estudantes portugueses em Angola e reforçar a ida de angolanos para Portugal. Mas certamente que o reforço da cooperação mútua e a mobilidade nos dois sentidos tem que fazer parte de qualquer projeto verdadeiramente de cooperação, que envolva a capacitação científica também das instituições angolanas”, concluiu o ministro Manuel Heitor.



PVJ // EL

By Impala News / Lusa


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