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Alqueva cresce a partir de 2018 para garantir mais regadio e abastecimento público

Ampliação do Alqueva arranca em 2018 para regar mais 50 mil hectares no Alentejo e levar água para abastecimento público a mais cinco concelhos

A ampliação do Alqueva arranca em 2018 para regar mais 50 mil hectares no Alentejo e levar água para abastecimento público a mais cinco concelhos, num investimento de 210 milhões de euros, revelou esta sexta-feira o ministro da Agricultura.

Investimento de 210 milhões de euros

O projeto Alqueva «foi dado como encerrado na sua atual dimensão de 120 mil hectares pelo Governo anterior» do PSD/CDS-PP, mas o atual Executivo PS vai ampliá-lo em mais 49.427 hectares, afirmou Luís Capoulas Santos, em entrevista à agência Lusa.

A ampliação do Alqueva avança no próximo ano e vai incluir, adiantou, «um vasto conjunto de obras» que o Governo quer ter concluído até 2022 para criar mais 49.427 hectares de regadio distribuídos por 13 novos blocos de rega, «espalhados um pouco por toda a região do Alentejo», sendo sete no distrito de Beja, cinco no de Évora e um no de Setúbal.

Além dos blocos de rega, a ampliação prevê também «um investimento muito importante» numa ligação para levar água do Alqueva aos concelhos de Castro Verde, Almodôvar e Ourique e parte dos de Odemira e Mértola, no distrito de Beja.

Trata-se da ligação da albufeira do Roxo, situada no concelho de Aljustrel (Beja), e que está ligada ao Alqueva e, se necessário, recebe água do projeto, à do Monte da Rocha, no concelho de Ourique e que é a fonte para abastecimento público daqueles cinco concelhos e para rega do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.

No distrito de Beja vão ser construídos os blocos de rega de Messejana, no concelho de Aljustrel, Cabeça Gorda/Trindade (Beja), Cuba/Odivelas (Cuba), Póvoa de São Miguel/Amarela/Moura (Moura), Marmelar e de Vidigueira (Vidigueira) e de Vila Nova de São Bento (Serpa).

Mais a norte, no distrito de Évora, vão ser construídos os blocos de rega de Lucefécit/Capelins, no concelho de Alandroal, de Évora, Reguengos de Monsaraz e de Monsaraz e de Viana do Alentejo.

No litoral alnetejano e na área do distrito de Setúbal, vai ser construído o bloco de rega de Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém.

Objetivo é  requalificar regadios obsoletos ou construir novos regadios para beneficiar uma área total de 90 mil hectares.

Segundo o ministro da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural, a ampliação do projeto do Alqueva enquadra-se no Plano Nacional de Regadios, que vai implicar um investimento global de 500 milhões de euros para requalificar regadios obsoletos ou construir novos regadios para beneficiar uma área total de 90 mil hectares.

Após 2.400 milhões de euros de investimento, 21 anos de obras e 15 a encher, Alqueva produz atualmente energia, reforça o abastecimento público de água no Alentejo, rega 120.000 hectares e vai ser ampliado para beneficiar mais 50.000 hectares.

O fecho das comportas da barragem ocorreu a 08 de fevereiro de 2002 e marcou o início do enchimento da albufeira, localizada no «coração» do Alentejo.

Na sua capacidade total de armazenamento, o Alqueva é o maior lago artificial da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160.

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