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Angola compra antirretrovirais para manter assistência a 90.000 seropositivos

O ministro da Saúde de Angola admitiu a insuficiência de antirretrovirais no país para assistir, de forma gratuita, mais de 90.000 pessoas seropositivas que são acompanhadas.

Luanda, 01 dez (Lusa) – O ministro da Saúde de Angola admitiu hoje a insuficiência de antirretrovirais no país para assistir, de forma gratuita, mais de 90.000 pessoas seropositivas que são acompanhadas.


Luís Gomes Sambo presidiu, em Luanda, ao ato central das comemorações do Dia Mundial de Luta contra o HIV/SIDA, que hoje se assinala, tendo rejeitado um cenário de rutura de antirretrovirais no país, salientando que o ministério está em processo de aquisição dos mesmos.


“Em breve teremos os ‘stocks’ em quantidades suficientes”, disse Luís Gomes Sambo, sem adiantar números, em declarações à rádio pública angolana.


Segundo o titular da pasta da Saúde em Angola, com a nova estratégia adotada pelas autoridades sanitárias, de reforço e melhoria dos testes e tratamento, “as necessidades aumentam”.


“E é preciso também termos a capacidade orçamental para acompanharmos essas necessidades”, frisou.


Acrescentou que Angola começou já a implementar a estratégia mundial para diagnosticar 90% das pessoas que vivem com o HIV, tratar com antirretrovirais e manter o mesmo número em tratamento.


“Nós já fizemos este exercício e decidimos iniciar com a nova estratégia de ’90 90 90′ na província de Luanda, na medida das nossas possibilidades. Também contamos com a compreensão e cooperação de agências internacionais que connosco trabalham”, referiu.


A Rede Angolana das Sociedades de Serviços de SIDA (ANASO) alertou para a situação preocupante do HIV/SIDA em Angola, que apesar da taxa de prevalência se manter nos 2,4% da população (mais de meio milhão de pessoas), a situação poderá atingir níveis dramáticos, caso não se faça nada nos próximos cinco anos.


Em comunicado para assinalar a data, a ANASO referiu que Angola é um país com uma epidemia generalizada, sendo as relações sexuais desprotegidas a principal via de transmissão do vírus, que afeta sobretudo mulheres.


O documento assinala ainda que a luta contra a doença no país lusófono já leva mais de 30 anos, com ganhos significativos, mas ainda é necessário fazer-se mais.


“O atual quadro caracteriza-se pela redução das campanhas públicas, redução das ações de apoio às pessoas vivendo com VIH, escassez de antirretrovirais, poucos fundos disponíveis, fraco envolvimento das figuras públicas e fraca liderança”, refere a nota.



NME // CSJ


Lusa/Fim


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