Acusados de tentativa de atentado afirmam que nunca tiveram inteção de atacar Presidente angolano

Acusados de tentativa de atentado afirmam que nunca tiveram inteção de atacar Presidente angolano

Os 37 acusados de associação de malfeitores e atentando contra o Presidente de Angola, na forma frustrada, voltaram hoje a negar as acusações, queixando-se de ameaças de morte.

Luanda, 08 dez (Lusa) – Os 37 acusados de associação de malfeitores e atentando contra o Presidente de Angola, na forma frustrada, voltaram hoje a negar as acusações, queixando-se de ameaças de morte.


Estas posições foram hoje assumidas na terceira e última sessão da semana deste julgamento, que decorre no tribunal de Luanda, por Bijaires Segunda e Carlos Simba, que igualmente negaram o teor da acusação do Ministério Público, sustentando que “em momento algum pensaram em atentar contra a vida” do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, afirmou o advogado de defesa, Sebastião Assurreira.


“Os réus continuam a afirmar que foram torturados, foram ameaçados de morte e negam a prática do crime de que são acusados sobre o atentado contra o Presidente da República e associação de malfeitores”, disse à Lusa, no final da sessão de hoje, aquele advogado.


Segundo a defesa, os arguidos encontram-se na sua maioria debilitados física e psicologicamente, “fruto das ameaças e torturas em que foram sujeitos durante a detenção na noite de 30 de janeiro” deste ano e mesmo perante “os magistrados, que não conseguiram fiscalizar a legalidade”.


Dos 37 réus, dois estão a ser julgados à revelia e os restantes encontram-se em prisão preventiva na Cadeia Comarca de Viana, arredores de Luanda.


São na sua maioria militares desmobilizados das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), braço militar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA),durante a guerra civil, que terminou em 2002,e estão a ser acusados de associação de malfeitores, posse ilegal de armas e atentado contra o Presidente da República, na forma frustrada, ato que estaria previsto para a madrugada de 31 de janeiro.


O julgamento teve início a 02 de dezembro, com o Ministério Público a sustentar que o grupo “era bastante organizado militarmente” e que “recrutava ex-militares das FALA com o objetivo de atentarem contra o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e tomarem o poder a força com recurso a armas de fogo, catanas e ainda de métodos de feitiçaria”.


A defesa afirma que a única mobilização que os acusados fizeram foi para uma manifestação pacífica para reclamar a não-inserção na Caixa Social das FAA, “e não atentar contra o presidente da república”.


A polícia apreendeu igualmente na posse dos acusados armas de fogo e catanas.


Apenas seis dos 35 réus detidos foram ouvidos esta semana.


As audições prosseguem na segunda-feira.



DYAS // JMR


Lusa/Fim


RELACIONADOS

Acusados de tentativa de atentado afirmam que nunca tiveram inteção de atacar Presidente angolano

Os 37 acusados de associação de malfeitores e atentando contra o Presidente de Angola, na forma frustrada, voltaram hoje a negar as acusações, queixando-se de ameaças de morte.