Capazes, de Rita Ferro Rodrigues, recebeu 73 mil euros para falar de igualdade de género

Capazes, de Rita Ferro Rodrigues, recebeu 73 mil euros para falar de igualdade de género

A associação presidida por Rita Ferro Rodrigues organizou quatro conferências no Alentejo submetidas ao tema do género e por isso recebeu 73 mil euros de um fundo comunitário

A associação feminista Capazes, da qual Rita Ferro Rodrigues é presidente, recebeu 73.856 euros no âmbito do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE) do Portugal 2020, para falar de igualdade de género na região do Alentejo. O projeto chama-se Clube Capazes, que tem como objectivo debater a igualdade de género, e ao Observador, a apresentadora considera até que o valor é «pouco».

São 18 oradores no programa e quatro ciclos de conferências. O primeiro ciclo de conferências arrancou no dia 4 de maio, em Odemira.

Um dia antes da conversa, a apresentadora anunciou:

«Rita Ferro Rodrigues, presidente da Capazes Associação Feminista, congratula-se por mediar o encontro entre a comunidade de Portalegre e Mariana Mortágua, economista, deputada do Bloco de Esquerda; Sara Falcão Casaca, socióloga, professora no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e antiga presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género; Patrícia São João, investigadora no Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG); Carla Baptista, diretora técnica do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica de Portalegre e o João Baião, ator e apresentador».

O outro ciclo realizou-se no dia 10, em Portalegre.  Faltam as conferências  marcadas para 17, em Elvas, e 29, em Ponte de Sor.

«Levamos a academia connosco mas também pessoas com as quais as populações se identificam», disse ao Observador a presidente da Capazes, Rita Ferro Rodrigues, justificando a escolha dos convidados. Entre estes, estão nomes como Mariana Mortágua, a deputada socialista Catarina Marcelino, João Baião o Youtuber KIKO, e Yolanda Tati.

Segundo a apresentadora, o Alentejo foi escolhido pois é «uma área carenciada neste tipo de ações».

A candidatura ao fundo foi feita em 2016 e nas mesmas declarações ao Observador, a presidente da associação reforçou que não é remunerada pelo trabalho desenvolvido na Capazes.

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