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“A Bárbara é uma mulher triste, desequilibrada emocionalmente”

Bárbara Guimarães foi descrita em tribunal por Felipa Garnel como “uma mulher triste, desequilibrada emocionalmente”. A ex-diretora da Lux testemunhou em tribunal no processo da apresentadora contra Manuel Maria Carrilho.

Arrolada como testemunha de Bárbara Guimarães no processo da apresentadora contra o ex-marido, Manuel Maria Carrilho, Felipa Garnel fez um dos relatos mais dramáticos ouvidos durante este julgamento, que vai entrar no 16º mês de duração.

A ex-diretora da revista Lux, amiga de longa data de Bárbara Guimarães, relatou de que forma viu a apresentadora ser afectada pelas declarações públicas do antigo ministro da cultura. “Isto acaba com a vida de uma pessoa, como acabou com a vida da Bárbara. Isto é uma violência premeditada”, afirmou Felipa Garnel, acrescentando: “A Bárbara é, hoje em dia, uma mulher triste, desequilibrada emocionalmente”.

Questionada por Pedro Reis, advogado de Bárbara Guimarães, sobre se tinha estado recentemente com a apresentadora da SIC, Felipa Garnel recordou um episódio passado no Verão de 2016 no Algarve. “Encontrei-a na Praia Verde e, do nada, começou a chorar. É uma pessoa que está deprimida, está mal”. Sobre este encontro, a ex-diretora da revista Lux disse ainda: “assisti ao filho Dinis ser muito malcriado com ela, do nada. Eu estava com as minhas filhas, ela com os dela, e ele disse ‘não me chateies, tens a mania que mandas em mim!’. Ela ficou muito aflita”.

Carrilho apelidou Bárbara de “bêbada, irresponsável, tarada”

Sobre o mediatismo em torno da separação de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho, e subsequentes trocas de acusações, Felipa Garnel afirmou perentoriamente: “Não me recordo, em Portugal, de ter assistido a um caso assim”. A ex-diretora da Lux fez referência a uma entrevista do antigo ministro da Cultura, onde este dizia, aludindo a uma possível traição da ex-mulher, que esta poderia ter acontecido com “homens, mulheres, gatos”. “Não me lembro de ter lido nada tão avassaladoramente repugnante”.

“Lembro-me de a Bárbara ser chamada de bêbada, irresponsável, tarada”, recordou ainda. Felipa Garnel trabalhou com Bárbara Guimarães na SIC, nos anos 90. Foi no programa que conduzia, Mundo VIP, que Bárbara e Carrilho se conheceram.

“A Bárbara era, antes de mais, uma ótima profissional. Era uma pessoa alegre, inteligente, que fazia bem o seu trabalho. Só se ela não fosse humana é que não tinha mudado”, explicou Felipa Garnel.

Questionada pela procuradora do Ministério Púbico sobre a forma como surgiam as oportunidades para as publicações entrevistarem Manuel Maria Carrilho, após o anúncio do divórcio, Felipa Garnel disse tratar-se de uma “estratégia para acabar com a vida de uma pessoa”. E afiançou que Bárbara Guimarães nunca se pronunciou publicamente sobre o caso. “Eu própria lhe fiz ver que o silêncio dela perante as acusações [dele] poderia ser prejudicial”. No entanto, assegura, Bárbara sempre se manteve em silêncio por causa dos filhos, Dinis e Carlota.

Felipa Garnel e Fernanda Lamelas foram as testemunhas ouvidas esta segunda-feira, 30 de janeiro, dia do 13º aniversário de Dinis Maria, filho do ex-casal. Nem Bárbara nem Carrilho estiveram presentes durante a sessão da tarde, que decorreu, como sempre, no Campus de Justiça, no Parque das Nações, em Lisboa.

A próxima sessão do julgamento em que Manuel Maria Carrilho é acusado de volência doméstica acontece no próximo dia 6 de fevereiro. Rodrigo Guedes de Carvalho, Júlia Pinheiro, Gabriela Sobral, diretora de programas da SIC e Kiki Neves, ex-namorado de Bárbara Guimarães, irão testemunhar nas próximas sessões.

Texto: Raquel Costa

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