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São Luiz acolhe uma máquina do tempo em forma de casa na peça “Projeto Secreto”

O esqueleto de uma casa, que é também uma máquina do tempo, está montado no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, para o espetáculo “Projeto Secreto”, uma peça de teatro para crianças que estimula a imaginação.

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Lisboa, 15 dez (Lusa) – O esqueleto de uma casa, que é também uma máquina do tempo, está montado no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, para o espetáculo “Projeto Secreto”, uma peça de teatro para crianças que estimula a imaginação.


É a primeira vez que a sala principal daquele teatro acolhe um espetáculo para crianças; uma estreia que se faz com uma peça desenvolvida por John Mowat, interpretada por António Oliveira e Julieta Rodrigues e que estará em cena até domingo.


“Projeto Secreto” inspira-se na obra “A máquina do tempo”, de H. G. Wells, com duas personagens da época vitoriana, o engenheiro mecânico Afonso e a astrofísica Vitória, a tentarem fazer uma viagem no tempo, de 1891 para 2016.


Os dois seguem a bordo de uma máquina do tempo que, em palco, é a estrutura de uma casa, sem telhado nem paredes, e que se movimenta, carregada de objetos cenográficos – uma grafonola, uma cadeira, alavancas, púcaros, almofadas, cabides.


“Fazemos um teatro físico, mecânico, visual; a parte mais dura do trabalho não é essa, é conseguir estimular a imaginação e trabalhar a partir daquilo que não se vê e que não existe. Isso sim é um grande desafio e isso sim é muito difícil de concretizar”, contou o ator António Oliveira à agência Lusa.


Depois de várias peripécias encenadas, com a máquina do tempo a parar na época mesozóica ou no meio de uma guerra mundial, os dois viajantes conseguem chegar a 2016, onde interagem com os habitantes locais, ou seja, as crianças que estão na plateia.


Embora seja um espetáculo para crianças a partir dos 5 anos, Julieta Rodrigues contou que a experiência que têm tido é que agrada também aos adultos.


“Projeto secreto” teve a primeira apresentação em 2013 e desde então os dois atores, fundadores e diretores artísticos da companhia Radar 360º, têm levado o espetáculo a palcos portugueses e estrangeiros. A peça que se estreia hoje no São Luiz já não é a mesma de 2013, porque foi sofrendo alterações e aperfeiçoamentos.


No final da sessão de hoje, para público escolar, em declarações à Lusa, João, de nove anos, disse que o espetáculo “foi engraçado”, porque as personagens “estavam sempre a discutir e no final também estavam sempre aos beijos”.


Já o Rui, também de nove anos, recordou que os protagonistas da peça “queriam fazer uma viagem no tempo”, Salomé, de sete anos, gostou porque os atores “estavam a fazer rir” e Fatmata, de nove anos, confessou que um dia também gostaria de fazer uma viagem no tempo até à Guiné-Bissau.


A atriz Julieta Rodrigues contou que este “Projeto Secreto” tem “imensas possibilidades de exploração” para um novo espetáculo, com outras personagens, com outra escrita. “Talvez o ‘Projeto Secreto’ tenha um episódio dois, já estamos a cozinhar essa ideia”.


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