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Arranca hoje primeiro Festival Internacional de Cinema de Macau com “São Jorge” no cartaz

O primeiro Festival Internacional de Cinema de Macau arranca hoje, com um cartaz que conta com a longa-metragem portuguesa “São Jorge” entre os 50 filmes de mais de 20 países e regiões, incluindo em estreia mundial ou asiática.

Macau, China, 08 dez (Lusa) — O primeiro Festival Internacional de Cinema de Macau arranca hoje, com um cartaz que conta com a longa-metragem portuguesa “São Jorge” entre os 50 filmes de mais de 20 países e regiões, incluindo em estreia mundial ou asiática.


O filme “São Jorge”, do realizador Marco Martins, que valeu a Nuno Lopes o Prémio Especial de Melhor Ator na secção “Orizzonti” do Festival Internacional de Cinema de Veneza em setembro, é um dos 12 da categoria de competição do evento, que decorre até dia 13.


A exibição no domingo de “São Jorge”, que conta a história de um pugilista desempregado que trabalha em cobranças de dívidas para sobreviver, marca a sua estreia na Ásia.


Integram ainda a secção de competição “Elon não acredita na morte”, do brasileiro Ricardo Alves Jr., em estreia internacional; “150 miligrams” (França); “Free Fire” (Reino Unido); Gurgaon (Índia); “Hide and Seek” (China); “Queen of Spades” (Rússia); “Sisterhood” (Macau); “Survival Family” (Japão); “The Winter” (Argentina), “Trespass Against Us” (Reino Unido) e “Shining Moment” (do realizador de Hong Kong Fruit Chan).


Vão disputar nove prémios, incluindo melhor filme, melhor realizador, melhor ator e/atriz ou melhor argumento, sendo o júri presidido pelo realizador e produtor indiano Shekhar Kapur.


“Polina, danser sa vie”, filme francês realizado por Valérie Müller e Angelin Preljocaj, que tem Juliette Binoche no elenco, em estreia asiática, marca a abertura do festival hoje à noite.


Diversas figuras vão marcar presença em Macau nestes dias, incluindo Marco Martins, Ricardo Alves Jr. e o ator e coargumentista Germano Melo, do Brasil (“Elon não acredita na morte”), o realizador norte-americano Adam Smith (“Trespass Against Us”) ou o realizador Emiliano Torres, o ator Adrián Fondari e o argumentista Alejandro Ceferino Chaparro Marcelo, da Argentina (“The Winter”).


Além da secção de competição, os filmes distribuem-se pelas categorias “Gala”, “Dragões Escondidos”, “Best of Fest Panorama”, “Crossfire” e “Atriz em foco”; a somar à apresentação especial de dois filmes do realizador suíço Clemens Klopfenstein, que estará presente no festival, e outros dois do sul-coreano Jang Keun-Suk.


O programa contempla iniciativas paralelas como a “Crouching Tigers Project Lab”, com encontros, painéis e ‘workshops’ nos dias 09 e 11, destinados a profissionais da sétima arte em busca de oportunidades de coprodução e cofinanciamento para projetos cinematográficos.


Doze projetos, cada um representado por realizador e produtor, foram selecionados. Entre as produções candidatas figuram duas de Portugal (“Peregrinação”, de João Botelho, e “San Ma Lo 270”, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata) e uma do Brasil (“Neon River”, de Karim Aïnouz).


Os 12 ficam ainda habilitados a três prémios de 20 mil dólares — atribuídos pela Fox International Productions — e um outro, de 10 mil, concedido pela Ivanhoe Pictures e Huace Media.


Foi também lançada uma competição de curtas-metragens de Macau, sendo já conhecidos as cinco finalistas de um total de 19 candidatas. O público é chamado a escolher os três melhores até dia 12. O resultado vai ser conhecido na noite do dia seguinte, aquando do encerramento do festival.


Há também atividades mais voltadas para o público, como ‘workshops’ com cineastas de Hollywood. O produtor Gianni Nunnari dá uma ‘masterclass’ no sábado; enquanto Tom McCarthy, realizador d’ “O caso Spotlight”, vencedor do Óscar de melhor filme, no domingo.


O Festival Internacional de Cinema de Macau é organizado pela Direção dos Serviços de Turismo de Macau e pela Associação de Cultura e Produções de Filmes e Televisão de Macau.


O italiano Marco Müller, que esteve à frente de festivais de cinema como o de Veneza, Roma ou Locarno, foi escolhido no início do ano para dirigir o Festival, mas em novembro demitiu-se, invocando divergência de opiniões.


A diretora dos Serviços de Turismo e presidente da comissão organizadora, Helena de Senna Fernandes, anunciou que acumularia a função de diretora substituta do festival.


O Festival Internacional de Cinema de Macau tem um orçamento de 55 milhões de patacas (6,1 milhões de euros), dos quais 20 milhões (2,2 milhões de euros) assegurados pelos Serviços de Turismo.



DM (SS/MP/ISG) // VM


Lusa/Fim


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