Beijos longos e molhados, carícias e mais carícias sem fim. Um paraíso em estado de êxtase e, finalmente, o prazer máximo. Estamos, portanto, a falar de sexo zen, uma forma de alcançar o clímax devagar, muito devagar mesmo.
Apesar do sexo não ser precisamente uma novidade na nossa vida, quem é que não sonha com uma noite recheada de carinho e prazeres que podem durar horas? Mas como é que se ama de forma zen?
Segredo está no autocontrolo
“Zen é saúde pura”, assim o diz o budismo, e tal aplica-se, igualmente, ao sexo. Amar de forma zen é uma arte e chegar ao Paraíso não é para todos. Estar zen é limpar a mente e, no sexo, entregar-se ao parceiro sem preconceitos. Só neste estado conseguirá salientar toda a sua sensualidade e o animal sexual que existe em si. Concentre-se única e exclusivamente no momento e atrase ao máximo o orgasmo.
Para tal, respirar é muito importante. Ajuda-a a limpar a mente, a não sentir‑se tão cansada e a continuar a desfrutar de todas as carícias – o toque da pele do seu amado e os seus lábios molhados de forma intensa. Peça- lhe para diminuir a velocidade das penetrações – ainda que continuem muito energéticas, o importante aqui é senti-las ao máximo, bem como sexo oral e todos os preliminares.
Não se esqueça nunca de fazer intervalos sempre que começar a sentir que já implora pelo orgasmo. E, muito importante: fixe os seus olhos nos do parceiro. A ênfase da prática não está em chegar rapidamente ao orgasmo, mas sim em alcançar um estado de prazer igualmente cósmico, antes do tão aguardado momento. Para o homem, aqui o caminho do Paraíso é não ejacular, é chegar quase lá e conseguir aguentar o tempo máximo de ereção.
Durante esse tempo, o prazer será muito similar ao orgasmo, mas sem ejaculação. A mulher, tratada como uma deusa, abre-se de corpo e alma para o momento e é capaz de conseguir atingir orgasmos múltiplos ao mesmo tempo que acompanha o parceiro neste exercício zen de autocontrolo. Mas antes de lá chegarmos, saiba como preparar o seu ninho de amor, de modo a não deixar escapar nenhuma energia importante.
O quarto ideal
Um bom quarto feng-shui é um onde se promovem as energias do carinho e da sensualidade. Um quarto com a harmonia certa atrai, encanta, e desperta sentimentos fortes de paixão. Todo o ambiente tem de ser calmo, pacífico e convidar a momentos que tanto podem ser de descanso como de sensualidade.
Esse é o princípio básico do feng‑shui. Se quer gemer de prazer de forma zen, comece por criar um ambiente no seu quarto que lhe permita sentir estas energias.
• Retire a televisão, ou qualquer outro aparelho eletrónico, do seu quarto.
• Tenha a cama de forma a que se consiga facilmente aceder a ambos os lados. Coloque duas mesas-de‑cabeceira, uma de cada lado da cama, e evite tê-la em frente à porta.
Um bom colchão e lençóis de fibras vegetais são igualmente um grande contributo.
• Utilize um tema de cores que equilibre o seu quarto.
• Tenha vários níveis de luz ou instale um regulador da intensidade luminosa.
Zen... no jardim
“Costumo ir meditar todas as manhãs, ainda quase de madrugada, para uns jardins ao pé da casa. E não sou a única! Existem mais algumas pessoas que o fazem e, entre elas, houve um homem que me chamou à atenção. E eu a ele... À medida que os dias passavam, os nossos olhares tornavam-se cada vez mais penetrantes e já me tinha ocorrido a ideia de como seria o sexo com alguém tão zen como eu.
Numa manhã, não aguentámos mais. Com o sol a querer nascer, enrolámo-nos atrás de um arbusto... Ainda em transe com a meditação, com o som dos pássaros como música ambiente e focados naquele momento de intenso prazer, foi o melhor sexo da minha vida.”
Zen... no banho turco
“Sempre fui ligada aos princípios do budismo e adepta de meditar, praticar ioga. É um mundo que me fascina e desde muito cedo que aprendi a atingir o estado zen. Quando me casei, e mesmo ao longo do namoro, fui transmitindo estas minhas paixões ao meu marido e ele, por sua vez, também começou a gostar. Então, surgiu-nos a ideia de nos amarmos após um momento de relaxamento.
Costumamos ter as aulas de ioga juntos e temos banho turco no nosso ginásio. Ora, sabíamos que após as aulas da noite, o mesmo não era frequentado. Por isso, resolvemos amar-nos sem pudores no banho turco, assim que as nossas mentes estivessem relaxadas, logo a seguir à aula de ioga. Foi uma experiência incrível.
Totalmente em transe erótico, entregámo-nos um ao outro, sem pudor. Os nossos corpos, suados pelo vapor e quentes de desejo, devido às altas temperaturas do local, desejavam-se arduamente. O relaxamento fez-nos desfrutar de cada toque.”
Zen... no SPA
“Não é um estado ao qual se chegue facilmente. É necessário treinar para se ter a mente totalmente tranquila e limpa de problemas. Eu e o meu namorado conseguimos chegar ao zen com uma ligeira ajuda e desde que aprendemos a fazê-lo, nunca mais parámos. Confesso que o sexo zen mudou a minha vida. Consigo desfrutar muito mais e é uma cura para o corpo e a alma.
Na primeira vez, uns amigos ofereceram-me no aniversário um pacote daqueles de experiências, muito na moda. Então, escolhi uma massagem de chocolate a dois. Levei o meu namorado, claro.
Após cobrirem-nos com chocolate, é suposto deixarem-nos durante uma hora a relaxar, fechados na sala, à luz das velas. E que relaxados que já estávamos! Lado a lado, os nossos olhares cruzaram‑se, os corpos nus falaram mais alto e, cobertos de chocolate, nem imagina o excitante que foi! Entrelaçámos as pernas um no outro, roçámos os corpos e trocámos carícias e mais carícias.
A língua dele absorveu o chocolate do meu corpo e a luz das velas salientou a sensualidade que eu emanava. Foi tudo lento, intenso e eu atingi orgasmos como nunca antes. Recomendo vivamente o sexo zen.“