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Veleiro chinês Dongfeng já está na água e ambiciona vencer a Volvo Ocean Race

O veleiro chinês Dongfeng partirá em outubro para 13.ª edição da Volvo Ocean Race com o objetivo de vencer a competição, assumiu, em Lisboa, o ‘skipper’ Charles Caudrelier.

Lisboa, 27 jan (Lusa) — O veleiro chinês Dongfeng partirá em outubro para 13.ª edição da Volvo Ocean Race (VOR) com o objetivo de vencer a competição, assumiu hoje, em Lisboa, o ‘skipper’ Charles Caudrelier.


“No ano passado, fizemos a estreia e terminámos em terceiro lugar, este ano o patrocinador pediu-nos para ganharmos. Vamos fazer tudo para isso”, afirmou o ‘skipper’ francês, no dia em que o barco lhe foi formalmente entregue depois de ter passado pelo estaleiro (boatyard), instalado nos antigos armazéns da Docapesca, na Doca de Pedrouços.


Segundo Caudrelier, o Dongfeng – patrocinado pelo segundo maior construtor automóvel da China – deverá contar com uma tripulação de oito ou nove elementos, de várias nacionalidades.


Além de Black, o velejador chinês que acompanhou Caudrelier na apresentação do barco, a equipa deverá ser composta por franceses, australianos e neozelandeses, e caso tenha mais de sete tripulantes terá de ter um elemento feminino.


“A nova regra diz que se tivermos oito tripulantes temos de ter uma mulher e que se forem nove velejadores teremos de ter duas. Poderemos ter uma francesa e talvez uma chinesa, ainda vamos testar”, disse Caudrelier, que em 2012 venceu a prova com o Groupama.


O Dongfeng, cujo nome traduzido significa Vento de Leste, foi o primeiro dos oito barcos que vão participar a VOR, que tem início agendado para 23 de outubro, a ser entregue à tripulação, depois de ter passado cerca de três meses no estaleiro, em Lisboa.


Este ano toda a preparação dos barcos que vão disputar a prova, a maior regata de circum-navegação com escalas do mundo, é feita em Lisboa, num processo dividido em seis fases, durante as quais as embarcações são totalmente revistas e reparadas.


Segundo Rodrigo Moreira Rato, responsável de comunicação do estaleiro da VOR, “a reparação de cada barco demora cerca de 4.000 horas e custa em média um milhão de euros”.


“Tirando o casco, fazemos praticamente barcos novos”, explicou, destacando também o impacto económico que todo este trabalho tem na economia portuguesa.


Admitindo que a ambição é que o estaleiro da VOR fique em Lisboa por mais 10 anos, Rodrigo Moreira Rato referiu “que mais de 10% do material utilizado nas reparações é comprado em Portugal” e que os “24 semirrígidos de apoio que vão ser entregues às equipas vão ser fabricados em Portugal”.


Até junho, as oito equipas participantes vão receber os barcos, que deverão regressar a Lisboa em setembro para as últimas afinações antes do tiro de partida, que será dado a 23 de outubro em Alicante, Espanha.


Lisboa, onde a frota é esperada a partir de 28 de outubro, será palco da chegada da primeira etapa e ponto de partida para a segunda, que terminará na Cidade do Cabo.


Da África do Sul, a VOR ruma a Hong Kong, com uma paragem em Melbourne, na Austrália, e uma passagem por Guangzhou, na China, que não conta para a classificação.


As duas etapas dos mares do sul — da Cidade do Cabo a Melbourne e de Auckland, na Nova Zelândia, a Itajai, no Brasil, bem com a travessia do Atlântico Norte — que ligará Newport, nos Estados Unidos a Cardiff, no País de Gales — terão pontuação a dobrar.


A etapa mais longa da prova, que ligará Auckland a Itajai, terá uma extensão de 7.600 milhas náuticas.


A prova, que no ano passado foi ganha pelo Abu Dhabi, deverá chegar a Haia, na Holanda, a 30 de junho de 2018.



AO // PA

By Impala News / Lusa


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