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Sporting volta a criticar arbitragem do dérbi com o Benfica e fala em repúdio

O diretor-geral para o futebol do Sporting disse hoje que as pessoas “devem ter ficado estupefatas” com o que foi dito na reunião entre o Conselho de Arbitragem (CA) da federação e os clubes das duas ligas profissionais.

Lisboa, 12 jan (Lusa) — O diretor-geral para o futebol do Sporting disse hoje que as pessoas “devem ter ficado estupefatas” com o que foi dito na reunião entre o Conselho de Arbitragem (CA) da federação e os clubes das duas ligas profissionais.


Na quarta-feira, o CA reuniu-se com os clubes da I e II Liga na Cidade do Futebol, em Oeiras, num encontro que durou duas horas e meia que serviu para analisar recentes casos polémicos da arbitragem.


Em declarações à Sporting TV, Octávio Machado deixou duras críticas à avaliação dada aos dois lances, que os ‘leões’ insistem terem sido passíveis de grande penalidade, durante o dérbi com o Benfica, no estádio da Luz, a 11 de dezembro, na 13.ª jornada da I Liga, que os ‘encarnados’ venceram por 2-1.


Em causa estão as alegadas faltas não assinaladas pelo árbitro Jorge Sousa por mãos de Pizzi e Nélson Semedo, que Octávio Machado entende serem casos “tão evidentes e visíveis”.


“Espanta-nos e merece-nos repúdio, porque as coisas são tão evidentes e visíveis. Todos os portugueses, não só os sportinguistas, viram. É como andar numa autoestrada em contramão e não o admitir”, considerou o responsável do clube de Alvalade.


Octávio Machado acrescentou que, se o CA pedir opinião à UEFA sobre os referidos lances “e se essa opinião for diferente [da do CA, que valida o juízo de Jorge Sousa], o Sporting exigirá “consequências desse facto”.


“Que cada um assuma as suas responsabilidades. A arbitragem precisa de viver num ambiente de tranquilidade. Algo tem de mudar. Tenho a certeza de que vai mudar”, garantiu o dirigente.


Octávio Machado insistiu que o dérbi lisboeta “deveria ter deixado o Sporting um ponto à frente e não a cinco pontos”, continuando a apontar o título como o grande objetivo do clube, que seguem a oito pontos do ‘rival’ Benfica ao fim de 16 jornadas.


“Temos de continuar a pensar que podemos chegar ao título. É esse o nosso objetivo, sabendo que teremos muitos obstáculos pelo caminho”, frisou.


Para o dirigente, esta revolta tem de “fazer ouvir” a voz do Sporting “com mais força, dentro e fora do campo”.


Dos 35 clubes que integram as duas ligas profissionais, apenas não marcaram presença na reunião de quarta-feira o Nacional, da I Liga, Sporting da Covilhã, União da Madeira, Gil Vicente, Académico de Viseu e Vizela, todos da II Liga.


O Benfica fez-se representar por Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD, e Nuno Gomes, diretor do Caixa Futebol Campus, o FC Porto enviou João Pinto, adjunto do diretor para o futebol, e Jaime Teixeira, diretor de relações externas, enquanto o Sporting esteve representado por Bruno Mascarenhas, vogal do conselho diretivo, e João Lobão, assessor jurídico.



NF (MYO) // PA


Lusa/fim


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