Sporting: Bruno de Carvalho fica, mas «ponderou Comissão de Gestão transitória» e «demissão»

Sporting: Bruno de Carvalho fica, mas «ponderou Comissão de Gestão transitória» e «demissão»

Sporting | Em atualização: Bruno de Carvalho ponderou «constituir nova lista» e «candidatar-se» de novo ao cargo de presidente do clube de Alvalade.

Fonte ligada ao Sporting avançou a Impala que «Bruno de Carvalho ponderou propor Comissão de Gestão transitória» e «demitir-se».

Bruno de Carvalho deverá recandidatar-se e presidente do Sporting

No período que mediria a demissão e as próximas eleições, «constituiria nova lista» e «candidatar-se-ia» de novo ao cargo de presidente do clube de Alvalade.

Bruno de Carvalho não se demite, mas coloca-se nas mãos de uma Assembleia Geral. É esse o «órgão próprio para decidir» sobre se o presidente fica ou cai.

«Não nos demitimos a bem do Sporting. Estamos disponíveis para prestar todos os esclarecimentos necessários que os sócios entendam solicitar, em local próprio, de acordo com os estatutos.

Bruno de Carvalho ficará «até que os sócios digam o contrário»

«Temos pela frente responsabilidades tremendas, como o empréstimo obrigacionista. Ainda temos muitos objetivos esta época. Esses compromissos exigem sentido de responsabilidade e união», explicou o presidente do Sporting Clube de Portugal.

Apesar de toda a pressão que tem «sofrido para deixar a presidência» do clube, Bruno de Carvalho ficará «até que os sócios digam o contrário».

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A comunicação foi feita esta noite (17 de maio), no auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade. Ao lado de Bruno de Carvalho estiveram os restantes membros do Conselho Diretivo.

O responsável máximo do clube disse ainda entender que «o Sporting está a ser alvo de um ataque sem precedentes». «Externo e interno», acrescentou.

«Foi notória a falta de sintonia com o Conselho Fiscal. Este órgão atuou com deslealdade para com o seu conselho diretivo. Paiva dos Santos foi apanhado a passar documentos internos e o instrutor externo propôs expulsão.

«Pedimos marcação de Assembleia-Geral extraordinária para ouvir os sócios»

«(…) O CFD não tem qualquer processo ou razão para apresentar a sua renúncia ou sugerir a renúncia da direção», sublinhou. Bruno de Carvalho assegurou ainda que, «após a final da Taça de Portugal, marcada para domingo, frente ao Aves, no Estádio do Jamor, será dada a voz aos adeptos».

«Pedimos a marcação de uma Assembleia-Geral extraordinária para os ouvir. Mas, em vez disso, são os de dentro a ajudar os de fora nestes ataques”, criticou Bruno de Carvalho, afirmando ainda que todos esses «ataques» serão investigados.

Carlos Vieira, membro do Conselho Diretivo

Carlos Vieira, membro do Conselho Diretivo, repudiou o «terrorismo que manchou o nome da SAD e do presidente». «Tememos que os jogadores possam estar a ser manobrados», referiu ainda.

Carlos Vieira contou ainda aos jornalistas que, alegadamente, os jogadores tinham afirmado apoiar o presidente, na reunião que decorreu com Bruno de Carvalho, após as agressões em Alcochete.

«Eu próprio assisti na segunda-feira a uma reunião onde o presidente esteve com os jogadores e onde existiu um apoio do presidente a estes», afirmou.

Corrupção

Rui Caeiro, do Conselho Diretivo, foi o único responsável que falou sobre o caso de corrupção que está na ordem do dia. «Uma semana depois de sermos campeões de andebol, vemos ser colocada em causa a nossa seriedade.

«Em 2016/17 conquistámos o título europeu, fomos campeões nacionais. Este ano todos assistimos à inequívoca superioridade, conseguimos o título com três jornadas por disputar. Temos total confiança na nossa equipa. Estamos a colaborar com a justiça e aguardar serenamente o desfecho», sublinhou.

Bruno de Carvalho não respondeu aos jornalistas. A questão mais repetida era se mantém confiança em André Geraldes (o seu braço direito), detido pela PJ ontem e posto em liberdade hoje.

Cynthia Valente e Luís Martins | WIN

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