Fernando Santos diz que agressões aos jogadores não se refletem no Mundial

Fernando Santos diz que agressões aos jogadores não se refletem no Mundial

Fernando Santos está convicto de que as agressões de que foram vítimas os jogadores do Sporting que integram o lote de convocados para o Mundial2018 não vão refletir-se no seu desempenho na competição.

“Sempre expressei esta ideia: no dia em que chegam à seleção nacional só pensam exclusivamente nela. Conheço-os bem e sei o sentimento que nutrem pelo país e o orgulho em representá-lo. Este episódio não se irá refletir no seu desempenho na seleção”, disse o selecionador português durante a conferência de imprensa em que anunciou os 23 convocados para o Mundial2018.

Em relação ao que se passou na Academia de Alvalade, Fernando Santos confessou ter ficado “incrédulo, como qualquer português, quando ouviu as notícias na rádio”, e revelou que a sua primeira reação foi ligar ao treinador do Sporting e seu amigo, Jorge Jesus, a quem repudiou o que lhe tinha acontecido e a todos os outros.

São estes os 23 que vão representar Portugal no Mundial

“O que aconteceu foi inqualificável. Todos os adjetivos são poucos para qualificar o sucedido”, concluiu Fernando Santos.

Os jogadores Rui Patrício, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins, que integram a lista de 23 convocados para o Mundial2018, estavam na Academia de Alcochete a preparar-se para o primeiro treino com vista à final da Taça de Portugal quando cerca de cinco dezenas de adeptos radicais entraram nas instalações e agrediram jogadores, treinadores e funcionário do Sporting e provocaram outros atos de vandalismo.

A GNR deteve 23 dos atacantes e as reações de condenação do foram generalizadas e abrangeram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa.

Face às críticas, Bruno de Carvalho negou hoje, em comunicado enviado à Lusa, qualquer responsabilidade pelo ataque na academia, rejeitou demitir-se da presidência do Sporting e anunciou que vai processar Ferro Rodrigues, bem como comentadores e jornalistas por o terem “difamado e caluniado” após os atos de violência em Alcochete.

Entretanto, a Mesa da Assembleia-Geral demitiu-se em bloco, vários membros do Conselho Fiscal e Disciplinar renunciaram aos cargos e parte do Conselho Diretivo também se afastou, enquanto o empresário Álvaro Sobrinho, patrão da Holdimo, detentora de 30% das ações da SAD do Sporting, pediu a demissão da direção.

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