Benfica rejeita requerimento para contagem dos votos em papel das últimas eleições

O Benfica recusou hoje, através da Mesa da Assembleia Geral, órgão que garante a legalidade dos estatutos do clube, o requerimento para contagem dos votos físicos das últimas eleições, vencidas por Luís Filipe Vieira.

Benfica rejeita requerimento para contagem dos votos em papel das últimas eleições

Benfica rejeita requerimento para contagem dos votos em papel das últimas eleições

O Benfica recusou hoje, através da Mesa da Assembleia Geral, órgão que garante a legalidade dos estatutos do clube, o requerimento para contagem dos votos físicos das últimas eleições, vencidas por Luís Filipe Vieira.

O requerimento, subscrito por vários associados, entre os quais Francisco Benitez, candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral na lista do empresário João Noronha Lopes, pedia o acesso a todos os elementos do processo eleitoral para o quadriénio 2020/24.

Era solicitado também que fosse “promovida em ato público a contagem de todos os talões comprovativos de votos e registado em ata o apuramento para divulgação aos sócios do Sport Lisboa e Benfica”.

Às eleições no Benfica concorreram Luís Filipe Vieira, que se recandidatou a um sexto mandato e venceu, com 62,59% (471.660 votos), batendo a lista B, liderada por João Noronha Lopes, que conseguiu 34,71% (261.574), e a lista D, de Rui Gomes da Silva, que ficou nos 1,64% (12.341).

O ato eleitoral foi antecipado para uma quarta-feira, em 28 de outubro, face à proibição de circulação de pessoas entre concelhos, devido à pandemia da covid-19, decorrendo em 24 casas do Benfica e no Estádio da Luz.

João Noronha Lopes chegou a pedir antecipadamente a contagem física de votos, mas o presidente da AG em funções, Virgílio Duque Vieira, que assumiu o cargo após a demissão de Luís Nazaré, recusou a pretensão.

“O voto físico vai coexistir com o voto eletrónico. No entanto, para nosso espanto, as urnas vão estar nos locais de voto apenas para enfeitar, na medida em que o Presidente da MAG recusa confirmar uma contagem de votos em urna”, disse então o candidato da lista B.

Hoje, na recusa às pretensões dos signatários, a AG diz ter decidido por unanimidade do órgão e justifica que a apreciação do pedido não é da competência da MAG em funções, porque não versa sobre as suas atribuições (artigo 54 dos estatutos) e “diz respeito a um processo eleitoral prévio à sua entrada em funções”.

No comunicado, a MAG diz ainda que “os resultados tornaram-se definitivos, sendo presentemente insuscetíveis de revisão ou alteração por qualquer órgão do Sport Lisboa e Benfica”.

RPM // AMG

By Impala News / Lusa

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